RALI CENTRO DE PORTUGAL
BRUNO MAGALHÃES (PEUGEOT 207 S2000) A TRÊS PONTOS DO TÍTULO
Apesar dos escassos 17,4 s de vantagem com que venceu o Rali Centro de Portugal, sexta prova do Campeonato Nacional FPAK de Ralis, o que lhe deu a terceira vitória da temporada e da sua carreira, Bruno Magalhães (Peugeot 207 S2000), dominou a prova organizada pelo Clube Automóvel da Marinha Grande, com o atesta o facto de ter sido o mais rápido em oito das 11 classificativas que integravam o percurso da prova.
Como consequência dos resultados verificados, segundo lugar de José Pedro Fontes (Fiat Punto S2000) e quinto de Vítor Pascoal (Subaru Impreza), os únicos que podiam impedir o piloto da marca do leão de assegurar a virtual conquista do ceptro, Bruno Magalhães viu o piloto do Subaru ficar arredado da luta pela sucessão de Armindo Araújo, enquanto em relação ao homem da marca italiana basta-lhe um sexto lugar (três pontos), numa das duas provas que faltam para o final da temporada, para garantir a conquista aritmética do título de 2007.
É caso para dizer que só um “cataclismo” pode impedir o homem da Peugeot de conquistar o seu primeiro ceptro nacional.
Comandante do princípio ao fim, sempre seguido, como uma sombra, por José Pedro Fontes, Bruno Magalhães mereceu o triunfo, mas o seu adversário mostrou que a vitória está cada vez mais perto.
No final da prova, Bruno Magalhães não escondia a satisfação “pela vitória, depois de uma excelente luta com o José Pedro Fontes” e lembrava que “na parte final tive algum cuidado para não furar, pois sabia que, dada a escassa vantagem que tinha, um furo podia comprometer o triunfo”.
Satisfação redobrada para o piloto “porque tínhamos a pressão extra de não cometer erros, para não estragar o carro e comprometer a presença no Rali de San Remo, que é na próxima semana”.
Uma prova que o piloto encara com preocupação, “pois dos 19 Peugeot, que estão prontos a correr, vão estar presentes 15 e com as limitações de treinos para nós vai ser uma constante descoberta”.
Apesar do segundo lugar alcançado, José Pedro Fontes (Fiat Punto S2000) também não escondia a sua satisfação “por termos feito evoluir o carro, como o comprovámos da parte da tarde, onde discutimos as vitórias nas especiais com o Bruno, o que demonstra que estamos mais perto, mas vamos continuar à procura da diferença que existe”.
Sem hipótese de acompanhar o andamento dos S2000, Mex Machado Santos (Mitsubishi Lancer IX) foi sempre um tranquilo terceiro, igualando o resultado alcançado no Rali do FC Porto, mesmo se na segunda etapa foi suplantado por Fernando Peres.
Para o piloto da Maia, “este resultado era aquele a que aspirávamos, pois sabíamos que os S2000 eram inalcançáveis. Hoje, o Fernando esteve muito forte, mas a nossa preocupação foi sempre assegurar o derradeiro lugar do pódio, pelo que só podemos estar satisfeitos”.
O quarto lugar de Fernando Peres (Mitsubishi Lancer IX) acaba por ter um certo sabor a frustração para o piloto “porque o motor nunca parou de aquecer, o que nos obrigava a meter dois/três litros de água, antes de cada especial, pelo que estamos surpreendidos com o resultado alcançado, que é um excelente prémio para os nossos patrocinadores, num ano em que os resultados não têm correspondido ao que esperávamos”.
Com o quinto lugar, Vítor Pascoal (Subaru Impreza) perdeu de forma definitiva a hipótese de continuar a lutar pelo título, com o piloto a reconhecer que “sabíamos que não tínhamos andamento para os S2000, mas estamos satisfeitos, com as evoluções introduzidas no carro e que nos permitiram andar mais perto dos Mitsubishi, que era o nosso objectivo. Foi pena o ‘toque’ dado de manhã, que nos fez perder muito tempo, pois sem ele a luta teria sido mais cerrada”.
Na estreia do terceiro S2000 no Campeonato Nacional, o VW Pólo, Nuno Barroso Pereira confessava que “se o resultado é este a culpa não é do carro, que é fantástico, mas da peça atrás do volante, uma vez que é um carro que exige grande adaptação”.
É por isso que o piloto equaciona a possibilidade de alinhar num Rali na Bélgica, antes do Rali de Mortágua, a próxima prova, para experimentar as sensações da condução em piso molhado, “pois se em seco, já é difícil, em molhado então…”.
Francisco Barros Leite (Seat Ibiza Cupra), sétimo da geral, regressou às vitórias no Grupo A mas, desta vez, não teve a habitual oposição de Pedro Leal (Fiat Stilo Multijet), vítima, entre outras coisas, de um furo e de um pneu que perdeu a borracha, ficando a rolar na tela, com o piloto, que mesmo assim conseguiu fechar o “top ten”a exprimir o desejo “de ter esgotado toda a dose de problemas a que tinha direito”.
Tal como Bruno Magalhães na geral, Paulo Antunes, que terminou em oitavo da geral, dominou o Challenge C2 de princípio a fim, impondo-se sem dificuldades aos seus habituais adversários.
NEWAGENCY / CNR PRESS